O Diferencial da Cidade há 23 anos
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Lançado projeto para recuperação da lagoa do Batoque

A escola Municipal de Ensino Fundamental do Batoque recebeu uma grande multidão de pessoas dos mais diferentes cantos do município de Aquiraz e até de  municípios vizinhos, na última quinta feira 12/05.

Foi o lançamento  do projeto de recuperação da Lagoa do Batoque, localizada na reserva extrativista do batoque, unidade de conservação ambiental criada em 2003 e protegida por lei federal.

A Solenidade foi seguida de várias apresentações culturais, entre elas os meninos e meninas do grupo de pífanos da Assetec- Associação Trabalho Educação e Cidadania, da Vila Pagã em Aquiraz, coordenada pelo  maestro Marcelo Freitas.

A Iniciativa é da associação dos moradores do Batoque, contando com o apoio do ICMbio(Instituto Chico Mendes de  Conservação e Biodiversidade), que gerencia a reserva, Semace , Ibama e Prefeitura de Aquiraz, que tem dado apoio logístico ao projeto, através da recém criada Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Estiveram presentes a Sra. Thaís Dutra, Gestora do Projeto Petrobrás Ambiental, Marcel Régis, Gestor do ICMbio para a reserva , o secretário do meio ambiente
de Aquiraz, Sr. Francisco Cabral e o sr. Ferreira do Nascimento, representando o Ibama.

Os  recursos da ordem de R$ 317.326,00,  são da Petrobrás pelo Projeto Petrobrás Ambiental que escolheu o projeto da Associação do Batoque por meio da seleção pública de 2010.

A    Lagoa do Batoque está em adiantado estado de atrofisação, com a presença de muita vegetação do tipo matrófitos, aguapés, tabubas e outras que prejudicam a qualidade da água, tornando-a imprópria  para o consumo humano e invadindo o espaço que seria usado para a balneabilidade e o turismo sustentável, gerando emprego e renda para a comunidade.

Entre as ações que serão implantadas, visando a revitalização da lagoa estão principalmente, uma ampla campanha de educação ambiental, a construção de 80 canteiros biossépticos, que é uma técnica de tratamento de esgotos domésticos (também conhecida como fossa de bananeira), que impedirão que a água das fossas das casas poluam o manancial, aproveitando os resíduos para produção agrícola através de uma técnica conhecida como permacultura, o controle do uso de agrotóxicos e fertilizantes e evitar a criação de animais no entorno e dentro la lagoa.

Também está prevista a plantação de 25.000 mudas de plantas nativas para recuperar a vegetação de 10 hectares no entorno da lagoa.

Serão beneficiadas 350 pessoas pessoas que habitam a reserva.

Em 2010 a Petrobrás ambiental selecionou 44 projetos ambientais em todas as regiões do Brasil, entre esses, dois do Ceará,  Recuperação da Lagoa do Batoque e no Clima da Caatinga.

Mais Informações
Associação Comunitária dos Moradores do Batoque.
(85) 9929. 6788


Saiba  mais sobre canteiro biosséptico

Conhecida popularmente por “fossa de bananeiras”, é uma técnica de tratamento de efluentes domésticos desenvolvida pelo  para solucionar o problema da poluição existente em zonas urbanas e periféricas com os efluentes dos sanitários convencionais jogados em ‘sumidouros’. Vale lembrar que, em comunidades com mais de 500 habitantes/km2, a biologia do solo não consegue realizar a eliminação completa de patógenos e, particularmente onde o lençol freático está próximo da superfície, o problema pode chegar a sérios riscos para a saúde pública. Por isso, o canteiro bio-séptico é uma opção segura, barata, bonita e sustentável ao saneamento básico.

Como funciona o canteiro bio-séptico?

Ele é facilmente construído com materiais prontamente disponíveis no mercado e de baixo custo. Uma escavação de 1mX1mX4m é feita em nível no terreno e esta vala é repetida paralelamente. Dentro da vala é construída uma câmara para receber os efluentes e a construção é feita de com tijolos de 6 furos, tijolos maciços e meias-manilhas de concreto, de forma a receber os efluentes para um tratamento biológico híbrido.

O tratamento híbrido – O efluente é digerido anaerobicamente pelos micro-organismos presentes. A medida em que o nível aumenta, o líquido alcança os furos dos tijolos e sai para uma segunda câmara preenchida com material poroso, como argila expandida, e propicia a digestão aeróbica da matéria orgânica e minerais. Nos quinze centímetros superiores da vala são plantadas bananeiras e outras plantas hidrófilas que fazem a evaporação do líquido remanescente.

Esse sistema já foi instalado em uma variedade de situações, desde residências convencionais até restaurantes e feiras, e os resultados são surpreendentemente positivos: não há efluentes e as plantas produzem alimento de ótima qualidade.

Fotos: Joselito Araújo

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